Confissões de um anfitrião – Astrid

lisbon

Astrid, francesa, apaixonada por Portugal e com propriedades em Lisboa, conta nos um pouco da sua aventura no mundo do alojamento local e como a Doinn tem lhe ajudado nesse processo.

Quatro casas em Lisboa

Comecei a minha aventura com o alojamento local já há alguns anos. O meu marido abraçou um novo desafio profissional na Alemanha e tivemos que nos mudar. O nosso apartamento na Rua de Estevão ficou vazio… Ainda pensamos em vendê-lo, mas consideramos que é sempre bom ter onde ficar em Lisboa. Decidimos, então, rentabilizar o espaço de uma outra forma, arrendando-o a turistas. Logo no dia seguinte a colocarmos o apartamento no nosso site recebemos a primeira reserva.

Atualmente tenho quatro apartamentos que vou arrendando aos turistas. Além do na rua de Estevão, ainda há um na Estefânia e dois em Alfama. Já tive cinco mas vendi um com intenções de investir num prédio. Infelizmente, o proprietário mudou de ideias e acabei por não conseguir avançar com o investimento.

Teto caído

A parte que me dá mais gosto é a de comunicar com os turistas. Falo seis línguas: francês, alemão, inglês, português, espanhol e italiano, e gosto de ser eu mesma a tratar disso. As tecnologias à base da internet também ajudam muito.

Vivo na Alemanha e passo por Lisboa só de vez em quando. Não é fácil gerir os meus apartamentos à distância. A Doinn ajuda-me muito no dia-a-dia. No entanto, às vezes há emergências que requerem outro tipo de soluções. Em Lisboa os prédios são muito antigos e degradados “por dentro”, ex. a nível de esgotos. O que vale é que eu não sou uma pessoa muito stressada; tento levar tudo com calma. Todas as situações podem ser resolvidas.

Por exemplo, no apartamento de Alfama aconteceu a situação de que os vizinhos de cima compraram uma nova máquina de lavar e tiveram um problema com fuga de água. A água lentamente foi destruindo o meu teto, mas, como ninguém estava no apartamento, nem demos por isso. Um dia, com os hóspedes dentro do apartamento e as malas deles postas em cima da cama, o teto do quarto caiu… felizmente não aconteceu nada de grave; consegui mudar os hóspedes para outro apartamento e compensá-los pelos danos… Como veem, tudo se resolve.

Tempo para investir

A parte mais difícil é a compra de casas novas. Como só estou em Lisboa de vez em quando, não consigo dedicar-me à pesquisa de oportunidades para investimento a cem porcento. Mas já me aconteceu comprar uma casa só vendo as fotografias. Não havia tempo para visitas, apenas para a escritura. E tudo correu bem.

Também nunca tive nenhuma situação verdadeiramente desagradável com os turistas. Nunca me levaram nada; não houve estragos significativos.

Clientes de todo o mundo… e vizinhos

Tenho clientes de todos os sítios do mundo. Alguns tornam-se clientes habituais – tenho um casal que é meu cliente já há seis anos. Mas o mais engraçado é que já me aconteceu arrendar a casa a uma vizinha da Alemanha. Depois de receber a marcação, confirmei o código, a rua… e acabei por convidá-la para tomar um café comigo. Assim é mais fácil entregar as chaves… Aconteceu o mesmo com uma vizinha da minha mãe, da França.

Não é dinheiro fácil

Um conselho que poderia dar a quem esteja a pensar em iniciar-se no setor de alojamento local seria ponderar cuidadosamente os prós e os contras. É verdade que se ganha mais do que no arrendamento a médio prazo, mas não é um dinheiro fácil. É muito trabalhoso gerir alojamento local, também por causa de todas as burocracias, relatórios que se tem que enviar ao SEF, taxas turísticas que se tem que liquidar… E o desgaste das casas e dos equipamentos é maior. Mas, apesar disso, gosto muito do que faço.